um dia de faxina a menos
um dia de café pequeno
um dia mais
um dia ameno
bom dia pra tomar veneno
bom dia para estar sereno
um dia a mais
um dia a menos
é o que temos
um dia pra mudar o mundo
um dia pra encontrar o fundo
um dia claro um dia escuro
é claro
eu não reparo
se o dia é branco
se estamos juntos
o dia é lindo
se chove muito
fica tão úmido
que nasce fungo
se esquenta muito
minha cabeça
dói
um dia só em pensamento
no outro dia - só tormento
um dia passa
o outro é lento
bom dia para um casamento
bom mesmo é estar atento
um dia é mar
um dia é vento
é o que queremos
um dia pra curar o mundo
um dia pra sair do fundo
um dia tenso e outro extenso
é tenso
eu não espero
se dia é blue
você distante
o dia é solo
eu não reparo
não olho as nuvens
não vejo o movimento
meu coração
é só
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
entre venus e plutão
rota de colisão
amsterdam
pela manhã
anéis de saturno
o céu de júpiter
é o limite
acredite
foi afrodite
quem me disse
que entre urano e marte
há um combate
é certo
a bola oito
no buraco negro
é meu palpite
não grite
que a velocidade
da luz
é bem maior
que o lapso
do tempo
e num piscar
de olhos
de Buda
tudo muda
tudo se ajeita
me ajuda
que entre o céu e terra
não há pedra
sobre pedra
que não ceda
água que mata a sede
rompe as nuvens
invade a tarde
até quebrar
sua dureza
rota de colisão
amsterdam
pela manhã
anéis de saturno
o céu de júpiter
é o limite
acredite
foi afrodite
quem me disse
que entre urano e marte
há um combate
é certo
a bola oito
no buraco negro
é meu palpite
não grite
que a velocidade
da luz
é bem maior
que o lapso
do tempo
e num piscar
de olhos
de Buda
tudo muda
tudo se ajeita
me ajuda
que entre o céu e terra
não há pedra
sobre pedra
que não ceda
água que mata a sede
rompe as nuvens
invade a tarde
até quebrar
sua dureza
terça-feira, 20 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
a lua cheia tem perfume
de flor-de-laranjeira
a lua cheia cheira
perfume de flor
a lua vem
a lua vai
a lua volta, menina
a lua míngua, mina
desaparece
está no céu de dia
à noite cresce
a lua cheia
chega
a noite tece
a lua cheia tem perfume
de flor-de-laranjeira
a lua cheia cheira
perfume de flor
a lua cheia tem perfume
de flor-de-laranjeira
a lua é mulher
de flor-de-laranjeira
a lua cheia cheira
perfume de flor
a lua vem
a lua vai
a lua volta, menina
a lua míngua, mina
desaparece
está no céu de dia
à noite cresce
a lua cheia
chega
a noite tece
a lua cheia tem perfume
de flor-de-laranjeira
a lua cheia cheira
perfume de flor
a lua cheia tem perfume
de flor-de-laranjeira
a lua é mulher
sexta-feira, 8 de julho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
jornal da manhã
todo dia
um acidente
diferente
vítima ou
paciente
estatística
evidente
salve sua pele
salvem-se os dentes
os dedos
os indigentes
todo dia
um diferente
vítima
de acidente
estatística
paciente
onipresente
salve sua alma
salvem-se os espíritos
de porco
os loucos
de toda patente
um acidente
diferente
vítima ou
paciente
estatística
evidente
salve sua pele
salvem-se os dentes
os dedos
os indigentes
todo dia
um diferente
vítima
de acidente
estatística
paciente
onipresente
salve sua alma
salvem-se os espíritos
de porco
os loucos
de toda patente
sábado, 11 de junho de 2011
certas coisas soam diferentes do que são
...
(morrer é uma coisa indestrutível)
manoel de barros in biografia do orvalho 4. / retrato do artista enquanto coisa pg.65
(morrer é uma coisa indestrutível)
manoel de barros in biografia do orvalho 4. / retrato do artista enquanto coisa pg.65
sexta-feira, 3 de junho de 2011
antiga mente
eu também vou estar velha
na próxima primavera
quem sabe ?
a vomitar
poemas
nas manhãs de maio
prenha
de tanta palavra
numa ânsia
que não se esgota
nessa reviravolta
da palavra que se solta
posso ser ou não
e isto
posto
basta
na próxima primavera
quem sabe ?
a vomitar
poemas
nas manhãs de maio
prenha
de tanta palavra
numa ânsia
que não se esgota
nessa reviravolta
da palavra que se solta
posso ser ou não
e isto
posto
basta
domingo, 15 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
ontem

Afternoon on a Hill
I will be the gladdest thing
Under the sun!
I will touch a hundred flowers
And not pick one.
I will look at cliffs and clouds
With quiet eyes,
Watch the wind bow down the grass,
And the grass rise.
And when lights begin to show
Up from the town,
I will mark which must be mine,
And then start down!
Edna St. Vincent Millay (22 de Fevereiro de 1892 – 19 de Outubro de 1950)
in http://www.gutenberg.org/files/109/109-h/109-h.htm
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Se eu abrisse as trancas e me afastasse e virasse árvore
A CHEGADA DA CAIXA DE ABELHAS
Encomendei esta caixa de madeira
Clara, exata, quase um fardo para carregar.
Eu diria que é um ataúde de um anão ou
De um bebê quadrado
Não fosse o barulho ensurdecedor que dela escapa.
Está trancada, é perigosa.
Tenho de passar a noite com ela e
Não consigo me afastar.
Não tem janelas, não posso ver o que há dentro.
Apenas uma pequena grade e nenhuma saída.
Espio pela grade.
Está escuro, escuro.
Enxame de mãos africanas
Mínimas, encolhidas para exportação,
Negro em negro, escalando com fúria.
Como deixá-las sair?
É o barulho que mais me apavora,
As sílabas ininteligíveis.
São como uma turba romana,
Pequenas, insignificantes como indivíduos, mas meu deus, juntas!
Escuto esse latim furioso.
Não sou um César.
Simplesmente encomendei uma caixa de maníacos.
Podem ser devolvidos.
Podem morrer, não preciso alimentá-los, sou a dona.
Me pergunto se têm fome.
Me pergunto se me esqueceriam
Se eu abrisse as trancas e me afastasse e virasse árvore.
Há laburnos, colunatas louras,
Anáguas de cerejas.
Poderiam imediatamente ignorar-me.
No meu vestido lunar e véu funerário
Não sou uma fonte de mel.
Por que então recorrer a mim?
Amanhã serei Deus, o generoso – vou libertá-los.
A caixa é apenas temporária.
Sylvia Plath (1932-1963)
(tradução de Ana Cândida Perez e Ana Cristina César )
in http://www.culturapara.art.br/opoema/sylviaplath/sylviaplath.htm
Encomendei esta caixa de madeira
Clara, exata, quase um fardo para carregar.
Eu diria que é um ataúde de um anão ou
De um bebê quadrado
Não fosse o barulho ensurdecedor que dela escapa.
Está trancada, é perigosa.
Tenho de passar a noite com ela e
Não consigo me afastar.
Não tem janelas, não posso ver o que há dentro.
Apenas uma pequena grade e nenhuma saída.
Espio pela grade.
Está escuro, escuro.
Enxame de mãos africanas
Mínimas, encolhidas para exportação,
Negro em negro, escalando com fúria.
Como deixá-las sair?
É o barulho que mais me apavora,
As sílabas ininteligíveis.
São como uma turba romana,
Pequenas, insignificantes como indivíduos, mas meu deus, juntas!
Escuto esse latim furioso.
Não sou um César.
Simplesmente encomendei uma caixa de maníacos.
Podem ser devolvidos.
Podem morrer, não preciso alimentá-los, sou a dona.
Me pergunto se têm fome.
Me pergunto se me esqueceriam
Se eu abrisse as trancas e me afastasse e virasse árvore.
Há laburnos, colunatas louras,
Anáguas de cerejas.
Poderiam imediatamente ignorar-me.
No meu vestido lunar e véu funerário
Não sou uma fonte de mel.
Por que então recorrer a mim?
Amanhã serei Deus, o generoso – vou libertá-los.
A caixa é apenas temporária.
Sylvia Plath (1932-1963)
(tradução de Ana Cândida Perez e Ana Cristina César )
in http://www.culturapara.art.br/opoema/sylviaplath/sylviaplath.htm
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
por que?
por que ?
sempre que mercúrio está retrógrado
que mercúrio está retrógrado
sinto uma vontade incontida
de ti
sempre que mercúrio está retrógrado
que mercúrio está retrógrado
uma imagem no espelho espalha
em mim
sempre que mercúrio está retrógrado
que mercúrio está retrógrado
redundo-te redundo-me
rejuvenesço
esqueço
sempre que
mercúrio está retrógrado
que mercúrio está retrógrado
e há algo a fazer
o que?
sempre que mercúrio está retrógrado
que mercúrio está retrógrado
sinto uma vontade incontida
de ti
sempre que mercúrio está retrógrado
que mercúrio está retrógrado
uma imagem no espelho espalha
em mim
sempre que mercúrio está retrógrado
que mercúrio está retrógrado
redundo-te redundo-me
rejuvenesço
esqueço
sempre que
mercúrio está retrógrado
que mercúrio está retrógrado
e há algo a fazer
o que?
quinta-feira, 24 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
MEIA PALAVRA
pra bom entendedor
meia palavra basta
se bom caçador uma caça
se bom pescador uma rede
pra uma construção
meia parede (basta)
para o violão o acorde
para uma canção um poema
mas pra que dizer o que estava escrito
pra que contar se era infinito
pra bom entendedor
meia palavra basta
se bom caçador uma caça
se bom pescador uma rede
para uma construção meia parede
para o violão o acorde
para uma canção
um poema
pra ir na contramão
basta seguir em frente
pra sofrer da razão
basta ser diferente
pra ter emoção
é só dizer
é só olhar
é só ouvir
perceber que
pra bom entendedor...
Lucina/ Carol
meia palavra basta
se bom caçador uma caça
se bom pescador uma rede
pra uma construção
meia parede (basta)
para o violão o acorde
para uma canção um poema
mas pra que dizer o que estava escrito
pra que contar se era infinito
pra bom entendedor
meia palavra basta
se bom caçador uma caça
se bom pescador uma rede
para uma construção meia parede
para o violão o acorde
para uma canção
um poema
pra ir na contramão
basta seguir em frente
pra sofrer da razão
basta ser diferente
pra ter emoção
é só dizer
é só olhar
é só ouvir
perceber que
pra bom entendedor...
Lucina/ Carol
segunda-feira, 14 de março de 2011
SEM TITULO...
EU TENHO PENSADO
EM MANEIRAS
FORMAS
METODOS
SISTEMAS
ESTÉTICAS
MODOS ESPECIFICOS DE FAZER
AISTHÉSIS
MEIOS DE SALVAR O ZINE
REUNIR O GEL
ENCONTRAR O GEL
PASSAR NA CABEÇA
NA PELE
NO CORPO
NO SACO
NA CARA
DOS MALÓTICOS
DOS HERÁLDICOS
EMBEBEDA-LOS
COM A PURA (OU NÃO)
AISTHESIA POÉTICA
ZINÁTICA
DOS ANARCOPUNKS
DA RIBEIRINHA
DO SACRAWENDELL
QUÁ! QUÁ! QUÁ !
MAS QUAL!
COMO SALVAR O ZINE?
COMO REUNIR O GEL?
A REDE HERÁLDICA QUE SISTEMATIZA
PÕE TUDO NOS LUGARES
EM EIXOS FIXOS
TORNA O UNDERGROUND TÃO LEGAL
LEGALIZADO
O UNDERGROUND É UM LUXO...
É TÃO LINDO...
VIAJANTES DESTAS MATÉRIAS
ETÉREAS...
METÉREAS...
NÃO SEI EM QUEM.
VAMOS SALVAR O ZINE !
FAZER MIDIA LIVRE
POLUIR O MUNDO COM POESIAS
ABASTECER
OS BANHEIROS PÚBLICOS
COM ROLOS DE POESIAS
ZINE OBJEKT 30M
AH....UNHNMMMM....
É COMO GRAVAR EM PELÍCULA
NO CINEMATÓGRAFO DOS LUMIÉRE
E EXIBI-LOS
EU QUERO!
ZINE !
GEL!
QUERO O MANIFESTO QUE NÃO CIRCULOU
NOS CORREDORES ESCUROS
NAS VIELAS E BECOS
DESTE CYBER MUNDO
QUERO TOMAR BANHO NA LAGOA DOS PATOS!
FAZER 4RT3 NO CHÃO
NAS PLACAS DE TRANSITO
NAS PORTAS DOS ONIBUS
NOS TUNEIS DO METRÔ
QUERO... QUERO...
MAS NÃO O FAÇO...
REUNAM OS AISHTEC'S SENHORES !
CORTEM AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS
VENÇAM O TÉDIO TECNOLÓGICO!
COMPREM COMPUTADORES E OS TRANQUEM EM PORÕES
ESCONDAM AS PRISÕES SISTÊMICAS
ABRAM AS PORTAS DO UNDERGROUND
ABRAM O ALÇAPÃO DO UNDERGROUND
VAMOS AOS SUBTERRÂNEOS AISTHÉSICOS
AOS ESPAÇOS IMPROPRIOS
VAMOS AS GARAGENS HERMÉTICAS
FAZER ARTES EFEMERAS
FAZER ZINE !
FAZER MIDIA LIVRE !
SOLTAR OS GRITOS AISTHÉSICOS!
ATENÇÃO UNIDADES AISHTEC'S
A TODO VOLUME [OU NÃO]
TODOS O GRITOS!
NÃO SOU CHURRASCO NEM CHIMARRÃO!
O MUNDO É MINIMO !
24W A71Ç0U A MULHERADA!
ENCONTREI O ALGO QUALQUER !
O FUTURO FOI AGORA A POUCO!
A SOLIDÃO PASSEIA NO AR QUE RESPIRO!
A VIDA TERMINA NO PONTO FINAL!
ENTRE EXCLAMATIVAS E PRERROGATIVAS,
QUANTO PONTO E VIRGULA AINDA RESTA?
TERCEIRO GRITO: CALE-SE!
SIM
PRECISAMOS SALVAR O ZINE
ENCONTRAR O ALGO QUALQUER.
ACHAR O GEL
PASSAR NA CABEÇA...
ESSE BANG BANG UM DIA ACABA...
ORA, NÃO ME DEIXEM FALANDO SOZINHO
OU FALAR TUDO..
COMPLETEM [OU NÃO]
DIGAM, EVISCEREM SUAS GARGANTAS
RIBEIRESCAS
PUNKS
SACRÁSTICAS
VAMOS RIBEIRIZAR ESTE MUNDO!
VAMOS "ATIÇAR" A MULHERADA
VAMOS RETROGRADAR TUDO!
NOS SOMOS OS CÃES DE GUERRA!
VAGAMOS NA TERRA DEVASTADA,
NINGUEM NOS DETERÁ!
PORQUE SOMOS A ONDA AISTHÉSICA
QUE REVERBERA, TODO ECO É OCO!
QUEREMOS VER O OCO.
IR A PRAIA E TOMAR AGUA DE COCO
NÃO SEI QUANDO PARAR...
QUE MERDA!
CALE-SE!
EU QUERO PARAR MAS NÃO CONSIGO...
SEMENTES DE JAH!
VAMOS AOS SUBTERÂNEOS
AOS SUBTERFÚGIOS
CONTERRANEOS
SAIAM DOS REFÚGIOS
VAMOS AS GARAGENS HERMÉTICAS
PROCLAMAR NOSSAS HERESIAS
FAZER ZINES E MIDIA LIVRE
SUBVERSÃO?
NÃO, O GEL É LIVRE !
ESTA PREMISSA É MUITO PROFUNDA
E JÁ NÃO SOMOS PARTE
DA ESTÉTICA MALÓTICA
OU HERÁLDICA
NÃO SOMOS FIDALGOS
NÃO SOMOS DESTE UNIVERSO
ONDE OS HERÁLDICOS, OS MALÓTICOS E OS FIDALGOS ESCOLHEM
SE VÃO SER " PAU OU BUNDA..."
GEL!
AISTHESIAS
ENTRE RIO GRANDE E RIBEIRÂNEA
OS RIBEIRINHOS GRITAM
E AS AGUAS...
ONDAS RIBEIRESCAS
TODOS RIBEIRINHOS....
JUNTOS SOMOS GEL!
UAU!
"M3U P4U!"
quinta-feira, 3 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
minha cidade: a terra inteira
Quarta-feira, Maio 31, 2006
meu caro
espero que tenha chegado bem
nessa viagem
e que seu destino
seja tão certo
quanto o nascer dos dias
tão doce
quanto as jabuticabas
no verão
eu
ainda estou aqui
esperando o dia
da partida
como quem espera
num corredor lotado
a sua vez
contando os dias
e as horas
prisioneiro que sou
deste reverso
calculo matematicamente
todas as possibilidades
do imprevisível
estendo minhas noites
sobre o diário das viagens
alheias
como se fossem minhas
só minhas
e sonho
extensão do ser
intenção do verbo
nem saí daqui e já estou viajando
meu caro
espero que tenha chegado bem
nessa viagem
e que seu destino
seja tão certo
quanto o nascer dos dias
tão doce
quanto as jabuticabas
no verão
eu
ainda estou aqui
esperando o dia
da partida
como quem espera
num corredor lotado
a sua vez
contando os dias
e as horas
prisioneiro que sou
deste reverso
calculo matematicamente
todas as possibilidades
do imprevisível
estendo minhas noites
sobre o diário das viagens
alheias
como se fossem minhas
só minhas
e sonho
extensão do ser
intenção do verbo
nem saí daqui e já estou viajando
domingo, 27 de fevereiro de 2011
aparte
a arte que
imita a vida
a vida que é arte
em toda parte
é filme
é fim de tarde
repare
desperte
dispare
que é arte
o que a gente
reparte
imita a vida
a vida que é arte
em toda parte
é filme
é fim de tarde
repare
desperte
dispare
que é arte
o que a gente
reparte
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